quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O DOM CARISMÁTICO DE CURA

Quando Cristo enviou em missão os Seus doze apóstolos e os setenta discípulos, não somente os instruiu para pregarem, mas também lhes deu poder para expulsar demônios e curar toda sorte de enfermidade, Mt 10.1, 8; Mc 3.15; Lc 9.1, 2; 10.9, 17. Entre os cristãos primitivos havia alguns que tinham o dom de cura e que podiam fazer milagres, 1 Co 12.9, 10, 28, 30; Mc 16.17, 18. Todavia, esta condição extraordinária logo cedeu lugar às condições comuns, nas quais a igreja efetua o seu trabalho pelos meios ordinários. Não há base escriturística para a idéia de que o dom carismático de cura fora dado com a intenção de continuar na igreja de todos os séculos. Evidentemente, os milagres e os sinais miraculosos registrados na Escritura foram dados como marcas ou credenciais da revelação divina, eles próprios faziam parte desta revelação, e serviam para atestar e confirmar a mensagem dos primeiros pregadores do Evangelho. Nestas qualidades, eles cessaram quando terminou o período da revelação especial. É verdade que a igreja de Roma e diversas seitas se arrogam o poder de efetuar cura milagrosa, mas essa pretensão não é demonstrada por evidências comprobatórias. Há em circulação muitas estórias maravilhosas de curas milagrosas, mas, antes de se lhes dar crédito, é preciso provar: (1) que não se relacionam com casos de doença imaginária, mas, sim, com casos de doença real ou de defeitos físicos; (2) que não se referem a pseudocuras, ou a curas imaginárias, mas, sim, a curas reais; e (3) que as curas são de fato produzidas de maneira sobrenatural, e não são apenas resultado do uso de meios naturais, quer materiais quer mentais. *
(Berkhof, L – Teologia Sistemática pg.604)

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